-
MARILENA
O tempo muitas vezes rouba-nos o dom da leitura dos pequenos gestos. No ritmo frenético do dia a dia tudo precisa ser grandioso para que se perceba. Por sorte ou sabedoria, não sei, a maturidade chega e devolve-nos o talento… Um alento.
Marilena
Ela é cabeleireira e minha prima, uma das mais queridas. E não importa o esmero que eu tenha em delinear minhas sobrancelhas sempre achará que precisam ser retocadas. Aí pede uma pinça, faz com que recoste a cabeça, e as depila como bem quer. Dessa vez levei um susto quando me olhei no espelho, de tão finas. Pensei que a raiva viria, mas a tempo demovi a idéia. Na depilação, em seu contexto, leio o gesto de carinho; os pêlos, meros pretextos, rapidamente crescem.
Bem assim, atenta aos pequenos gestos, desejo a você uma ótima semana.
Cheia de carinho,
-
PÃO DE QUEIJO DE SOJA
EVALDO ABINEDER, artista na Arte Culinária, é uma dessas pessoas bonitas que a gente tem vontade de por no site; como está em fase de “fechado para balanço” precisamos adiar sua exposição. Enquanto isso, torcendo para que saia rápido do balanço e volte a nos brindar com seu belo, saudável e saboroso trabalho, nos enviou essa convidativa receita. Experimente e bom apetite!
Abraços,
Denizi.
PÃO DE QUEIJO DE SOJA (Evaldo Abineder)
Ingredientes:
250g de soja em grão
500g de polvilho azedo da marca Granfino
03 colheres das de sopa de óleo de soja
01 dente de alho roxo
01 colher das de sopa cheia de sal marinho
Água quente
Óleo de gergelim torrado (opcional)
Passo a passo:
Fotos: Andersom Alves.
Despeje os grãos de soja em água fervendo; deixando ferver por mais 05 minutos; escorra e ainda no escorredor vá derramando água da torneira até esfriar (choque térmico).Deixe de molho em água fria por no mínimo duas horas. Durante esse tempo descasque-os esfregando com os dedos (existe no mercado o grão de soja sem casca, mas é menos nutritivo).
Já descascados coloque-os numa panela de pressão com dois litros e meio de água fria. Deixe cozinhar por 40 minutos.
Retire os grãos imediatamente (portanto bem quentes) com uma escumadeira e vá colocando no liquidificador junto com o dente de alho, o sal marinho, o óleo de soja e água fervendo suficiente para bater formando um creme grosso e liso.
Quanto menos água e mais quente, melhor.Dependendo da potência do liquidificador, pode ser necessário dividir a receita em duas ou mais porções e bater separadamente.
Misture o polvilho até formar uma massa homogênea.
O ponto da massa é uma consistência como lóbulo de orelha, com uma mão aperta a massa e com a outra o lóbulo; é igualzinho.
Faça bolinhas com as mãos untadas com óleo de gergelim (opcional) e congele até o dia seguinte (assando sem congelar fica sem sal; pode servir com shoyu, igual sushi).Asse em forno alto. Não é preciso descongelar antes.
Bjks temperadas,
Evaldo Abineder
-
AMIGO DE ALUGUEL
Envolvida pela intimidade a funcionária, sem perceber, desconsidera as regras do contrato. Atrasa um dia, e outro, e mais outro. Tem pressa de ir embora e distraída desempenha as tarefas com descuido. Diante da irreverência a patroa reage categórica: Eu não contratei você para ser minha amiga, mas para prestar serviços. Amizade não tem preço.
Tanta proximidade resultou sim em uma bela e forte amizade, daí a intimidade, mas não é raro que esse elo venha a ofuscar o outro, gerando conflitos às vezes incontornáveis.
Passa o tempo e a patroa abre uma página da revista Superinteressante, edição 282; um título lhe desperta a atenção: AMIGO DE ALUGUEL. Percorrendo a matéria se envolve na leitura…
“Quer tomar uma cerveja comigo hoje? Pago R$ 100,00 mais a conta. É só uma cerveja mesmo, sem segundas intenções. Na boa. É que estou a fim de trocar uma idéia… Pode ser? Se você aceitou, cadastre-se no Rent a Friend. É o primeiro site feito para quem quer vender (ou comprar) serviços de amizade. Scott Rosenbaum, o criador da coisa, explica: A internet oferece várias opções para quem quer encontrar amor ou sexo, mas poucas para quem só quer fazer amigos. Resolvi dar um passo atrás, disse. E quer saber? Está dando certo. A página tem mais de 200 mil amigos de aluguel cadastrados. Uma dúzia no Brasil.”
Conhecendo a história, fui conferir o site. Está lá, bem configurado, incluindo depoimentos e tabelas de honorários. É a mais pura verdade. O dito criador da coisa simplesmente se apoderou da palavra e comercialmente a explora. Super interessante? Não sei… Mas se estiver mesmo dando certo, e tudo indica que sim, eis aí um fato a ser seriamente considerado: a amizade, que por tão preciosa não tinha preço, nesse contexto passa a ter, e isso me põe em alerta. É que esse bem, ameaçado pelo uso inconseqüente das palavras, pela superficialidade das relações e pela progressiva escassez de tempo, anda perdendo o direito ao nome e, em alguns lugares, transformando-se em algo raro. Amigos não são meros conhecidos, não são simplesmente colegas e não são negociáveis. Amizade é algo que se constrói com todo cuidado e sobrevive da empatia, do desprendimento e da generosidade. Por força da tirania do mercado pode até mudar de nome, mas quem a tem sabe que não se ajusta a tão estreitos limites. Impossível acreditar que um dia amigos serão alugáveis. Amigo que é verdadeiramente amigo dispensa a noção de fatura; faz questão de ser de graça. O que você acha?
Tenha uma ótima semana!
Plena de generosidade,
OBS: para postar comentários clique sobre o título.
-
Poética Mente
Rever o que está guardado compõe um dos meus hábitos. Abro gavetas, abro os armários, revejo prateleiras… Retiro o que me parece excessivo e organizo o que me sobra. Acumular coisas me incomoda.
Sempre associei o gesto à avidez que me ocupa. É preciso que algum espaço, se possível amplo, esteja vazio e esteja calmo; é possível que começar por fora me pareça fácil. É assim que justifico o hábito.
Neste final de semana, por assim fazer, pensei bem sobre tudo isso. Talvez porque no ato do desfazer sempre me apareça algo, como o texto abaixo, há anos atrás escrito, que me obriga a refletir sobre as rédeas do meu querer. Ah! As rédeas das nossas vidas… Sobreviverão em sua delicadeza às vorazes, repetitivas e avassaladoras imposições do cotidiano? Já lhe ocorreu também pensar sobre isso?
Quem sabe…
“Poética Mente”
Não quero na vida ser parte do dia a dia.
Acordar todas as manhãs como se fossem todas.
Sorrir os mesmos sorrisos, dissimular os mesmos gestos.
Não quero ser parte de um texto mal redigido, impresso nas longas linhas de um conto de faz de conta.
Quero ser parte de um poema e se possível o próprio verso.
Quero no som que ouço ser cada nota; quero ser música.
Quero ser a cor de todos os tons grudados numa palheta.
Não quero na vida ser simples parte da vida. Quero ir além dela.
Pois é assim, retomando as rédeas do meu querer, sacudida pelas lembranças, que lhe desejo uma ótima semana. Poeticamente…
OBS: para postar comentários clique sobre o título.
-
Antonio José Moura CALINO (fotógrafo)
CALINO é o artista que agora expõe em nossa galeria de arte. Pedi que enviasse um pequeno histórico sobre sua carreira para que fizéssemos uma breve apresentação. A intenção era, posteriormente, fazer uma entrevista. Então me enviou uma carta; simples e direta como bem sabe ser. Entrevista para que? Veja!
Oi amiga, conforme seu pedido, vamos lá:
Iniciei na fotografia como hobby, quando adolescente e aluno do Colégio Batista, ali na Rua 24, em Volta Redonda, Rio de Janeiro, Brasil. Sabe aquela história da criança que quer ter um brinquedo igual ao do colega? Pois é! Havia dois colegas que já fotografavam nas inúmeras excursões e atividades que o colégio realizava, e eu ficava desejoso de também “brincar” de fotografia… Eram eles Ulisses Barroso Filho (hoje médico), e o filho do reitor, Walter Mc`Neally Jr (que se tornou fotógrafo especializado em publicidade, com estúdio em Nova York). Não sei se ainda continua na ativa. Com a ajuda dos meus pais e avós adquiri minha primeira maquininha, e já “enturmado” com os dois colegas realizei meu sonho de criança, filiando-me posteriormente ao Clube Foto Filatélico e Numismático de V. Redonda onde além do hobby, passei a desenvolver a fotografia como meio de expressão artística. Lá fui diretor por muitos anos e acabei assumindo o papel de professor de fotografia nos cursos básicos mantidos pelo clube.
Como a fotografia era (é) um esporte caro, eu como bancário (era minha profissão) tinha dificuldades em manter o hobby; então gradativamente comecei a comercializar pequenos serviços, como fotografar aniversários, casamentos, etc.
Naquela época não havia escolas de fotografia e o grupo que eu frequentava era igualmente limitado nos conhecimentos técnicos; mas por correspondência tive um grande mestre, chamado Paulo Pires da Silva, de São Carlos-SP, que desde 08 de março de 1960 (sim, tenho TODAS as cartas), passou a ser meu professor através das trocas de correspondências: eu perguntava e ele respondia… rss. Ele, que era professor na faculdade de São Carlos, certamente foi o fotógrafo amador mais premiado no Brasil em salões fotográficos nacionais e internacionais; nunca se dedicando à fotografia profissional.
E, experimentando aqui, perguntando ali, velando filmes e queimando papéis fotográficos, deu essa figura que o resto você já sabe.
Está bom ou quer mais?
Calino.
Membro do Clube Foto Filatélico Numismático de V. Redonda – CFFNVR Membro da Confederação Brasileira de Fotografia e Cinema – CBFC
Membro da Federation Internacionale de L’Art Photographique (FIAP – entidade reconhecida pela UNESCO), situada na cidade de Berna – Suíça, onde conquistou o Título Honorífico Internacional.
Principais Participações e Premiações:
-X Bienale FIAP em Bordeaux-France -IV Int. Foto Club Salon em Viena-Áustria
-Medalha de ouro no V Salão FAB – Portugal
-Prêmio de Melhor Obra Estrangeira no I Salon Sudamericano de Matanza-Argentina
-Medalha de Bronze no 1° Salão Nacional da Soc. Brasileira de Belas Artes-Rio de Janeiro, Brasil.
-Medalha de Ouro no 6° Salão do Museu de Arte Contemporânea em Campinas, São Paulo, Brasil.
-Dezenas de outros prêmios, medalhas, troféus e menções honrosas em participações de Salões Fotográficos nacionais e internacionais.
Exposições Individuais:
-O Barroco Mineiro -Barroco Mineiro
- Olhar e Vertigem
-O Quebra Nozes
-New York City – 45 imagens.
-Fantasias
-Viagem ao Centro da Terra
Visite a exposição em www.pessoabonita.com.br
OBS: para postar comentários clique sobre o título.
-
QUEM DISSE QUE NÃO NASCEMOS COM MANUAL DE INSTRUÇÃO?
Refletindo sobre a educação e o tanto que nos parece complexa, me perguntei como é possível que alguém tão atento e cuidadoso, que nos concede um universo tão sofisticado e perfeito, cometa a falha de nos enviar tudo isso, incluindo a nós mesmos, sem um manual de instrução? Parece-me incoerente. Mas se o manual existe, onde estaria? Estou tendendo a concluir que está dentro de nós, e que talvez seja tão simples e claro que sua descrição caberia em poucas linhas, quem sabe numa palavra.
Nesse enredo do pensar veio-me a ÉTICA como palavra no livro Introdução à Ética Contemporânea do professor e doutor em filosofia, Olinto Pegoraro, onde nos diz, aqui resumidamente, que a ética é objetiva e se origina das relações entre os seres. Somos éticos em relação a alguém, nas relações interpessoais, e não porque obedecemos a normas. E como seres relacionais que somos, porém dotados de razão e de liberdade, precisamos de algo (e a ética seria esse algo) que oriente nossas escolhas e por consequência, nossas ações. Para entender melhor o que seja utiliza a forte expressão de E. Levinàs, filósofo francês, ao dizer que “o apelo ético é o rosto do outro que me interpela e pede reconhecimento e respeito”. Ampliando essa belíssima definição a ética contemporânea inclui todas as formas de vida, além do ambiente onde se desenvolvem.
Assim, orientados por ela, é possível identificar seu apelo em cada rosto, em cada ser, como nos sugere Levinàs. Pretensiosamente, a ele eu acrescentaria além do reconhecimento e do respeito, também a gratidão, pois como não agradecer a todos e a tudo o que nos rodeia, oferecendo-nos a oportunidade do aperfeiçoamento através das sucessivas interações, dos sucessivos relacionamentos?
Não sei, posso estar enganada, mas penso que seja nisso, no pleno exercício dessa simples palavra, que consiste nosso manual de instrução. Só que para acessá-lo é preciso que nos desvencilhemos um pouco das pressões e dos apelos superficiais do cotidiano, pesquisando com calma os preciosos arquivos da nossa consciência. Quem sabe seguindo o que nos diz a gente consiga ampliar nossas margens de acertos.
Você também já pensou sobre isso?
Tenha um ótimo dia!
Abraços,
OBS: para ler e postar comentários, clique sobre o título.
-
HUMANAMENTE
Fico pensando no esforço que às vezes fazemos para compreender, e resolver, certos conflitos que se apresentam. Com o tempo vamos percebendo a inutilidade do gesto.
Nesse pensar, assim me veio:
“Algumas coisas não há como ou por que explicar, assim como algumas não há como ou por que entender. Importante mesmo é não complicar “além de”, deixar que aconteçam no ritmo possível de cada um e se construam nos limites do desejo, do tempo, e das possibilidades de cada um. Às vezes as linhas se emparelham; às vezes elas se cruzam, às vezes elas se fundem e às vezes elas se perdem. E não adianta esperar que o simples exercício da razão nos sinalize de imediato sobre o seu posicionamento. Então erramos e acertamos, choramos e sorrimos; como bem cabe aos imprecisos limites do humano no qual me ponho e me entrego, como justamente agora.”
Humanamente, amorosamente, que seja ótimo o seu final de semana!
Grande abraço,
-
COMER MELECA AUMENTA A INTELIGÊNCIA
02 de julho de 2010 e o Brasil deixa a copa do mundo após perder por 2 a 1 na disputa com a Holanda. Tristeza nacional só atenuada no dia seguinte quando a Argentina perde para a Alemanha por 4 a 0. Para nos abster da humilhação não bastava que a Argentina perdesse; e nem poderia ser de três ou de cinco, tinha de ser de quatro; posição estratégica e cheia de simbolismos.
Entendo ainda pouco de futebol, mas não havia como passar despercebido que os gols resultaram de jogadas muito inteligentes. Falou-se então da qualidade do time ressaltando o equilíbrio emocional como principal responsável pelo brilhantismo.
Em meio aos múltiplos comentários me lembrei de uma cena, exibida poucos dias antes, em que o técnico alemão introduzia o dedo indicador direito na narina direita, retirava uma meleca, fazia uma bolinha, passava para o polegar e indicador da mão esquerda e… Comia (vídeo no You Tube). Não era um gesto casual; tratava-se, pela precisão na sequência dos movimentos, de uma rotina.
Com a exibição da cena, não teve como também não me lembrar da Júlia, uma das minhas paixões, netinha por adoção recíproca, que me encanta com sua inteligência, elegância e doçura (tudo isso junto, quem resiste?). Hoje com sete anos, aos quatro achou por bem que era gostoso e divertido, não sei… Comer meleca.
Depois de forte campanha movida por toda a família; entre constrangimentos, risadas, argumentos médicos, moralistas e conversas olho no olho, ela decidiu parar por si mesma. Tudo indica que foi só uma fase, dessas que todos nós já tivemos.
Recebo diariamente e-mails do site Bibliomed transmitindo informações atualizadas da área médica. Hoje, confesso, me percebi com certa apreensão. Antes de abrir imaginei a notícia: “Cientistas alemães comprovam que comer meleca regularmente aumenta a inteligência”. Se isso acontecer, sinceramente, será fácil entender o belo desempenho do time alemão. Difícil vai ser a gente se explicar com a Júlia… E estimular o retorno à dieta.
Tenha uma ótima semana!
Abraços,
-
Lavinia Cazzani (cantora-compositora)
PB- É um prazer falar com você Lavínia, e uma honra ter acesso à riqueza dos seus trabalhos. A entrevista é uma forma de atender um pouco a nossa curiosidade e poder compreender melhor suas obras. Você vivia em um ambiente musical?LC- Sim, vendo minhas primas tocando piano, fiquei encantada, e resolvi começar a aprender música.
PB- Houve alguém ou algum fator responsável pelo desabrochar da sua vocação?
LC- Não. Foi iniciativa pessoal.
PB- Quando teve início sua produção artística?
LC- Em 1984.
PB- Além da música, sua formação se estende para outras áreas?
LC- Sou formada em Psicologia pela Universidade Gama Filho.
PB- O que resultou do conjunto dessa formação? Em que medida a Psicologia influenciou o seu desenvolvimento musical?
LC- O estudo de Psicologia não influenciou meu desenvolvimento musical. Foram momentos estanques na minha trajetória profissional.
PB- Quais foram as pessoas que tiveram maior influência na sua formação?
LC- Flávio Paiva, professor particular de Percepção Musical e Piano; Edu Morelembaum, professor de Piano; João Carlos Assis Brasil, professor de Composição.
PB- João Carlos Assis Brasil a define como uma compositora de forte personalidade e originalidade; dizendo que seu estilo vai do jazzístico à vanguarda. O que motiva suas criações e o que determina sua tendência musical?
LC- Minha força criadora advém, fundamentalmente, da Música Impressionista de Debussy.
PB- Mãe do Redentor, de extrema delicadeza, é sua última produção fonográfica, revelando inspiração religiosa sobre canções sacras de sua autoria. De que forma a religiosidade vem influenciando suas produções?
LC- De 2006 até hoje, como um chamado de inspiração religiosa, criei dezenove composições sacras para Maria Santíssima, motivadas pela minha pessoal devoção mariana.
PB- Duas de suas músicas foram incluídas na novela “O Cravo e a Rosa”, na Rede Globo. Quais foram essas músicas e em que medida essa exposição influenciou na divulgação do seu trabalho?
LC- As canções foram “Heidelber” e “Faisão”, todavia não houve desdobramentos dessa exposição.
PB- E como é aparecer como verbete no dicionário de Ricardo Cravo Alvim (página 228)?
LC- É para mim motivo de grande orgulho.
PB- Para a exposição que brevemente exibiremos em nosso site www.pessoabonita.com.br , escolhemos o CD Brasilianas. Conte-nos um pouco sobre a história dessa produção.
LC- Brasilianas representa uma coletânea de composições instrumentais produzidas anteriormente, selecionadas de acordo com critérios de influências composicionais, a exemplo de Budapest, Exercício Modal, Nicodemus e Heidelberg como representações impressionistas.
PB- Obrigada por nos conceder essa entrevista Lavínia. Certamente essa preliminar nos deixará mais próximos de “Brasilianas”.
Até breve então, e um grande abraço.
Conheça um pouco mais sobre a cantora e compositora Lavinia Cazzani no site http://www.dicionariompb.com.br/lavinia-cazzani
-
AH, SOLIDÃO, POR ONDE ANDARÁ DONA UBELINA?
Sob o sol brilhante, e usando um grande chapéu preto; tão exótica, quanto o próprio nome, um dia ela se pôs à nossa frente com o firme propósito de ter companhia, ainda que por instantes.
Vinda de Portugal, cedo chegou ao Brasil, onde construiu família e manteve os costumes de origem, além do forte sotaque.
Filhos crescidos, e bem sucedidos, cada qual traçou o seu rumo, espalhando-se por aí.
Não sabia ler nem escrever, mas nasceu poeta; faltava-lhe noção da riqueza, produto dessa mistura.
Ela dita poesias… Alguém generoso, gentilmente as escreve… Ela, ingenuamente, confia.
No convite para um café, nos pôs em sua casa imensa, intensa, tal qual reprodução de si mesma.
Tinha pressa de agradar, urgência de interagir. Eu tinha pressa de ouvir.
– Às vezes me sinto tão sozinha, que abro todas as portas e janelas na esperança de que entre alguém, nem que seja um ladrão, pra me fazer companhia.
De tudo o que nos dizia, dessa frase jamais esqueci.
Foi assim, desse jeito e nesse cenário, que um dia nos conhecemos.
Na delicadeza dos seus gestos e em mais uma, das múltiplas e capciosas faces, em que a solidão se apresenta.
Ah, solidão, por onde andará Dona Ubelina?
Se alguém souber, por favor, me diga! Quem sabe apresento você aos seus versos?
Aguardo notícias!
Esperançosamente,

Busca
Categorias
- Destaque
- Dica
- Divulgação Solidária
- Elogios
- Entrevistas
- História de Sucesso
- Livre
- Passaram por aqui
- Recado
- Sabores
- Sem categoria
- Sinopses
- Sugestões




