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AMANHÃ
Morei ao lado de um menino conhecido como Tequinho. Tinha uns três anos de idade e era frequentador assÃduo da nossa casa. Estando na fase das infindáveis indagações, um dia me veio com a seguinte pergunta:
- Denizi, o que é amanhã?
Eu sempre muito explicativa, pensei, pensei, e achei ter me saÃdo muito bem com a seguinte resposta:
- Amanhã Tequinho, você pode entender assim… Acaba o dia, que é hoje, chega à noite você dorme, quando acorda é o amanhã.
No dia seguinte, ainda cedinho, eis que batem à porta. Fui atender; era ele. Antes do abraço a pergunta inevitável:
- Denizi, hoje é amanhã?
Fui pretensiosa Tequinho, reconheço, e fiquei lhe devendo essa… Pois tem coisa que a gente entende somente quando quando a gente cresce. O amanhã é assim… Será?
É que justamente hoje meu coração muito aflito bateu à porta da razão perguntando como seria o amanhã. Impaciente ela respondeu taxativa: Por que tamanha aflição? O amanhã não existe.
Ele se afastou constrangido, mas de tanto sentir sem pensar, decerto não entendeu.
Ah coração! Disse-lhe eu solidária. Compartilhamos dessa inquietude, mas de tanto pensar sem sentir há coisas que a razão desconhece, e às vezes até atrapalha. Só quem pode nos responder é a tal da sabedoria, e não é fácil chegar até ela. Quem sabe um dia? Vamos lá meu amigo, vamos lá!
Com os pés firmes na estrada e ao som de taquicardias, desejamos a você um ótimo final de semana.
   Sempre cheio de abraços,
    * www.pessoabonita.com.br



